A ENCE tem o prazer de convidar para o Seminário no dia 14 de julho:
Tema 1: Velhice invisilizadas: Desigualdades no envelhecimento em favelas e comunidades Urbanas - Palestrante Fernando Henrique Ferreira de Oliveira
Tema 2: Amostragem em pesquisa clínica: aplicações nos diferentes contextos - Palestrante Dalmo Machado
Dia: 14/07/2025 – segunda-feira
Horário: 16 horas.
Por videoconferência através do link: https://teams.microsoft.com/l/meetup-join/19%3ameeting_MmY5NzU5ZWItMWEyNi00Y2U5LTg3OWEtZGEzZjY2NDViM2Nm%40thread.v2/0?context=%7b%22Tid%22%3a%22d7dda5bb-4810-469b-a681-7e1bc4b84ce9%22%2c%22Oid%22%3a%220390a6d6-495c-42fd-a158-1ab659d7eb16%22%7d
Resumo do Tema 1: O envelhecimento no Brasil é um processo profundamente desigual, marcado por estruturas de gênero, cor e raça, classe e território. Trata-se de um fenômeno heterogêneo no tempo e no espaço, reflexo de trajetórias sociais atravessadas por desigualdades históricas. Este trabalho analisa as dinâmicas espaciais do envelhecimento em favelas, articulando dados do Censo Demográfico de 2022 (IBGE) com uma investigação qualitativa realizada nos territórios do Morro da Providência e do Complexo do Jacarezinho, no Rio de Janeiro. A partir de entrevistas semiestruturadas e observações de campo, identificam-se práticas cotidianas de pessoas idosas que ressignificam o espaço urbano: desde adaptações em escadarias e vielas até a criação de rotas alternativas e adaptação cotidiana de áreas comunitárias. Essas experiências desafiam estereótipos sobre as periferias e revelam formas diversificadas de envelhecer, sustentadas por redes locais de sociabilidade. Tais dinâmicas contestam narrativas hegemônicas que associam a velhice à passividade ou ao declínio. Conclui-se que envelhecer em territórios periféricos como as favelas e comunidades urbanas transcende a dimensão biológica ou demográfica, configurando-se como uma experiência profundamente social, espacial e política. Nesses contextos, o envelhecimento é uma constante negociação com o espaço, na qual os idosos, longe de serem espectadores, atuam como agentes de resistência e transformação, desempenhando papéis centrais na vida familiar, comunitária e urbana.
Resumo do Tema 2: A amostragem desempenha um papel fundamental na pesquisa clínica, sendo determinante para a validade dos resultados e sua aplicação na prática baseada em evidências. Para os estatísticos, compreender a hierarquia e a qualidade das evidências científicas é essencial para avaliar criticamente os estudos e contribuir com o delineamento metodológico. A estrutura de um projeto de pesquisa clínica envolve decisões estratégicas sobre o plano amostral, que devem levar em conta o tipo de delineamento — como ensaios clínicos, estudos observacionais ou revisões sistemáticas — e o contexto clínico em questão. A escolha do tamanho e do método de seleção da amostra influencia diretamente o controle dos erros tipo I e tipo II, bem como o poder estatístico do estudo. Além disso, a aplicação correta dos conceitos de inferência estatística garante estimativas confiáveis e generalizáveis. Nas revisões sistemáticas, por exemplo, a avaliação crítica dos métodos amostrais dos estudos incluídos é indispensável para a síntese das evidências. Assim, o domínio dos aspectos estatísticos da amostragem capacita o futuro profissional a colaborar de forma ativa e qualificada no planejamento, execução e análise de pesquisas clínicas, promovendo rigor metodológico e qualidade científica nos resultados obtidos.
Informações:
Tel.: 2142-4696
E-mail: O endereço de e-mail address está sendo protegido de spambots. Você precisa ativar o JavaScript enabled para vê-lo.
A participação é aberta a todos os docentes, alunos, funcionários do IBGE e ao público em geral.
Coordenação da Pós-Graduação
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