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Defesa de Dissertação de Rosana Vieira das Neves

 ESCOLA NACIONAL DE CIÊNCIAS ESTATÍSTICAS

Pós-Graduação em População, Território e Estatísticas Públicas

Defesa de Dissertação

A Escola Nacional de Ciências Estatísticas convida para a defesa da Dissertação de Mestrado intitulada: “Idosos na região sudeste: fatores que influenciam a posse de plano de saúde privado e implicações para as políticas públicas”.

Aluna: Rosana Vieira das Neves
Orientadora: Suzana Marta Cavenaghi
Coorientador: Cássio Maldonado Turra

Data: 17 de agosto de 2016 – Quarta-Feira
Horário: 14h00m
Local: Ence - Rua André Cavalcanti, 106 – Sala 306 – Bairro de Fátima

Resumo da Dissertação: Atualmente cerca de 25% da população brasileira possui plano de saúde. Apesar de a saúde ser um bem provido pelo Estado de forma universal e integral, há grande demanda privada pela posse de plano de saúde. A relevância da saúde suplementar está relacionada à desoneração do orçamento público. No cenário de transição demográfica vigente no Brasil, a saúde demandará atenção específica para uma população envelhecida. Neste contexto, estudar os fatores que mais influenciam a posse de plano de saúde privado, pode auxiliar a revisão das políticas públicas relacionadas à saúde do idoso. O objetivo geral desta dissertação é analisar os fatores que mais influenciam a probabilidade de pessoas com 60 anos ou mais terem plano de saúde privado. A hipótese é que, além do rendimento, a presença de morbidades entre idosos aumente a chance destes possuírem planos de saúde, devido à maior necessidade de serviços de saúde. As fontes dos dados foram a Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios de 2003 e 2008 e a Pesquisa Nacional de Saúde de 2013, do IBGE. Realizou-se uma análise descritiva exploratória das porcentagens da posse de plano de saúde privado, segundo 25 variáveis. Verificaram-se os efeitos em conjunto destas variáveis, relacionadas à morbidades, bem-estar, fatores demográficos, socioeconômicos e contextuais de infraestrutura básica, na probabilidade do idoso ter plano, por meio do ajuste de um modelo de Regressão Logística, aplicado para amostras complexas. Os resultados apontaram que dentre as oito morbidades avaliadas apenas as prevalências de depressão e hipertensão, apresentaram significância estatística na probabilidade do idoso possuir plano de saúde privado. O rendimento foi o fator mais relevante para a posse de plano, seguido de fatores socioeconômicos. Foram mapeadas 50 políticas públicas para idosos. Não obstante, novas políticas precisam ser desenhadas. O SUS será sobrecarregado pelas demandas de serviços de saúde dos futuros idosos. Políticas regulamentares para manutenção do plano de saúde seja pela oferta do empregador, ou ainda, pela introdução da coparticipação, podem garantir a assistência para parte dos idosos. Ademais, há que se fazer valer das políticas existentes para aqueles que não podem pagar por este benefício.

Banca examinadora:
Dra. Suzana Marta Cavenaghi (Ence/IBGE) - Orientadora
Dr. Cássio Maldonado Turra  (UFMG) - Coorientador
Dra. Ana Carolina Soares Bertho (Ence/IBGE)
Dra. Maria Tereza de Marsillac Pasinato (ANS)

                         
Coordenação de Pós-Graduação
CESAR MARQUES

Endereço: Rua André Cavalcanti, 106 - Bairro de Fátima - CEP 20231-050 - Rio de Janeiro