ESCOLA NACIONAL DE CIÊNCIAS ESTATÍSTICAS
Apresentação de Monografia |
A Escola Nacional de Ciências Estatísticas convida para a defesa de Monografia da Graduação intitulada: “Autoavaliação de saúde na população idosa brasileira: uma análise via modelo de chances proporcionais parciais”
Aluno: Tiago Abreu de Andrade
Orientador: Gustavo Henrique Mitraud Assis Rocha (ENCE/IBGE)
Data: 03 de julho de 2026 – Sexta-feira
Horário: 15h00m
Local: Rua André Cavalcanti, 106, sala 303 – ENCE
Resumo: O Brasil atravessa um acelerado processo de transição demográfica, caracterizado pelo expressivo e contínuo crescimento da população idosa, ampliando a demanda por indicadores capazes de sintetizar as condições de vida e saúde na velhice. A autoavaliação de saúde se consolidou como um dos indicadores mais usados para esse propósito, por captar em uma única medida dimensões físicas, mentais e sociais, e por antecipar desfechos objetivos como mortalidade e declínio funcional. Diante disso, este trabalho tem como objetivo analisar a relação entre a autoavaliação de saúde de idosos brasileiros e um conjunto de fatores identificados na literatura sobre autoavaliação de saúde na população idosa e envelhecimento saudável, utilizando os dados da Pesquisa Nacional de Saúde de 2019. Foi empregado o modelo logístico ordinal de chances proporcionais parciais, com a autoavaliação de saúde organizada em três categorias (ruim, regular e boa), e com parâmetros estimados pelo método de Máxima Pseudo-Verossimilhança. Das 21 variáveis explicativas inicialmente consideradas, dezesseis foram significativas ao nível de 5% e mantidas no modelo final: posse de plano de saúde, atividade física, consumo de álcool, renda, escolaridade, número de doenças crônicas não transmissíveis, independência nas atividades básicas de vida diária, escore de atividades instrumentais de vida diária, escore de sintomas depressivos, suporte social, participação social, sexo, faixa etária, cor ou raça, estado civil e grande região de residência. A independência nas atividades básicas de vida diária foi a única covariável a violar a suposição de chances proporcionais e também a de efeito mais expressivo: idosos considerados independentes têm uma chance 1,38 vezes maior de avaliar a saúde como regular ou boa em vez de ruim, comparada à chance dos idosos dependentes, sugerindo que a preservação da independência nessas atividades merece atenção especial em estratégias voltadas a reduzir a percepção de saúde ruim entre os idosos.
Palavras-chave: Autoavaliação de saúde; Envelhecimento saudável; Pesquisa Nacional de Saúde; Regressão logística ordinal; Máxima Pseudo-Verossimilhança.
Banca examinadora:
Gustavo Henrique Mitraud Assis Rocha (ENCE/IBGE) – Orientador
Gustavo da Silva Ferreira (ENCE/IBGE)
Coordenação de Graduação
Renata Pacheco Nogueira Duarte