02/07/2026
Durante cinco dias, a Ence abriu novamente suas portas para mostrar que estatística, demografia, geociências e ciência de dados fazem parte do cotidiano muito antes de aparecerem em tabelas e gráficos.
Abertura do Ence de Portas Abertas 2026A quinta edição do Ence de Portas Abertas (EPA) recebeu 289 participantes entre estudantes, professores, pesquisadores, famílias e pessoas interessadas em conhecer a Escola e descobrir como o conhecimento produzido na instituição dialoga com a educação e com os desafios da sociedade.
Mais do que apresentar cursos ou pesquisas, o EPA buscou aproximar pessoas. Nas salas de aula, nos corredores, durante as oficinas e nos momentos de conversa, visitantes encontraram estudantes, docentes e servidores dispostos a compartilhar experiências e mostrar como a universidade pode dialogar com diferentes públicos.
"As trocas com os professores, alunos e demais organizadores foram muito satisfatórias. Diferente de outras instituições, vocês são acessíveis, humanos e atenciosos", comentou o professor Felipe, participante do evento.
Contamos em mais um ano com a parceria do IBGE, com o IBGE Educa e a Superintendência Estadual do IBGE no Rio de Janeiro (SES/RJ).
Jorge Abrahão, Joice Soares e Barbara Cobo no EPA ConexõesA programação começou com o EPA Conexões, dedicado à apresentação das ações de extensão da Escola.
A palestra Mulheres no Censo Demográfico 2022, conduzida por Joice Soares e Barbara Cobo, mostrou como os dados revelam diferentes experiências vividas pelas mulheres brasileiras e ajudam a compreender transformações sociais que vão além das estatísticas.
Na sequência, estudantes apresentaram projetos de extensão desenvolvidos na Ence, compartilhando iniciativas que unem ensino, pesquisa e atuação junto à sociedade. A tarde foi encerrada com uma sessão de pôsteres e um coffee-break pensado justamente para incentivar conversas, aproximar pessoas e fortalecer novas parcerias.

Nos dias seguintes, os minicursos on-line reuniram participantes de diferentes áreas interessados em explorar aplicações da estatística em temas contemporâneos.
Da lógica atuarial às apostas esportivas, da demografia às ferramentas geográficas do IBGE e à análise de microdados públicos, a programação mostrou como os dados ajudam a compreender fenômenos sociais e apoiar decisões.
Parte das atividades foi conduzida por estudantes extensionistas da própria Ence, evidenciando o protagonismo discente nas ações de extensão da Escola.

As oficinas presenciais voltaram a reunir escolas, professores, estudantes, famílias e turmas da Educação de Jovens e Adultos (EJA) em atividades que transformaram conceitos estatísticos em experiências práticas.
Jogos, mapas, desafios, experimentos e dinâmicas ocuparam diferentes espaços da Escola para mostrar que aprender sobre dados também pode acontecer brincando, investigando e colaborando.
"As alunas ficaram radiantes com tudo o que presenciaram no encontro. Parabéns a toda a equipe da Ence por proporcionar dias tão incríveis", escreveu Vanessa Matos, professora que acompanhou uma das turmas.
Nesta edição, a programação foi ampliada para atender públicos de diferentes idades e trajetórias escolares, incluindo atividades específicas para estudantes da EJA.
Uma das novidades da quinta edição foi o EPA Oficininhas, criado especialmente para crianças do Ensino Fundamental I.

Duas escolas participaram da atividade piloto, que recebeu estudantes a partir de oito anos em uma programação especialmente desenvolvida para esse público. Antes dos jogos, as crianças conheceram o IBGE e a Ence de forma lúdica, descobrindo quem produz as informações presentes no dia a dia e como esses dados ajudam a conhecer melhor o Brasil.
Depois dessa recepção, a aprendizagem continuou por meio de jogos e desafios que despertaram a curiosidade e mostraram que ciência, mapas, censos e estatística também podem fazer parte das primeiras experiências escolares.Outra escola participante também destacou o envolvimento dos estudantes durante as atividades.
Ao final da semana, o saldo foi mais do que o número de participantes. As conversas iniciadas durante o EPA, os reencontros entre ex-alunos, as novas parcerias, o entusiasmo das crianças e o interesse demonstrado por professores e estudantes reforçaram o papel da extensão universitária como espaço de encontro entre conhecimento acadêmico e sociedade.
Como escola do IBGE, a Ence segue ampliando esse diálogo, mostrando que os dados ganham sentido quando ajudam pessoas a compreender melhor o mundo em que vivem.